24 de março de 2013

O QUE ACABEI DE LER


Luísa, Alda, Duarte. Três vidas que se cruzam, entrecruzam e enredam. Fios tecidos num nó que se aperta, à medida que a narrativa avança, e se torna cada vez mais difícil de desatar. 
Alda não vive o presente, finge; agarrada a um passado recente, recusa sair da vida do marido precocemente falecido e desperdiça a sua vida no álcool. 
Duarte esconde um passado (também desperdiçado no álcool), para viver o presente sóbrio mas sem coragem para entrar na vida de Luísa. 
Luísa quer entrar na vida dos dois e sofre porque ambos enfrentam problemas que os impedem de entrar na sua.  
Um livro intenso que põe a nu o sofrimento das pessoas que vivem na dependência mas também daqueles que as rodeiam e tentam ajudar. Um livro que se agarra ao leitor. Um hino à amizade.
“Disseste que devemos escrever as falhas dos nossos amigos na areia.
Citavas Pitágoras, e eu fiquei impressionado.
Perguntei-te se seria à beira-mar, e tu, muito convicta, reforçaste a ideia.
- Claro!
Depois, reflectiste:
- Em qualquer sítio, no deserto, nas dunas, o efeito é o mesmo. Desaparecem, é isso que devemos fazer às falhas dos nossos amigos.” (pág.136)
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