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1 de dezembro de 2016

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "EM POUCAS PALAVRAS..."

Em poucas palavras. Microcontos. Para o leitor que está habituado a grandes narrativas isto pode parecer estranho. No entanto, no século XX, Tolstói, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Ernest Hemingway praticaram este género em formato breve. Um dos contos mais pequenos que se tornou famoso pertence ao escritor guatemalteco Augusto Monterroso e tem apenas uma frase com trinta e sete letras: “Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.” 
Neste início do século XXI, o microconto tem sido uma tendência e adquirido diversas formas, sobretudo após o movimento modernista. Mesmo não havendo nenhuma regra clara, uma das definições para o microconto seria o limite de 150 carateres. Hoje, fala-se em nanoconto quando o conto tem apenas até 50 palavras. 
Sendo uma narrativa minimalista, consiste em exprimir uma ideia em poucas palavras, dizer tanto, em tão pouco, o que constitui algo complexo porque exige poder de síntese, precisão, subtileza e expressividade. 
Carlos Drummond de Andrade já dizia que “escrever é cortar palavras”. Hemingway sugeriu: “Corte todo o resto e fique com o essencial”. Winston Churchill deu um sábio conselho: “Das palavras, as mais simples. Das simples, a menor”.
Mas é bom que se tenha em conta que: 
• Um microconto não é uma história resumida nem uma história sem profundidade. 
• Um microconto não é para escritores que gostam de explicar tudo. Não há espaço, portanto, nem para descrições nem para pormenores. 
• Um microconto não é para escritores que não gostam de andar à procura de palavras. 
• Um microconto é para escritores que, quando têm ideias, gostam de pensar em imagens. 
• Um microconto não mostra, sugere. 
• Um microconto não é para leitores que não estão dispostos a ler nas entrelinhas nem a usar a imaginação. 
• Um microconto não é para leitores que gostam de tudo muito bem explicado. 
• Um microconto é para leitores que sabem que as boas histórias não se medem aos palmos e que gostam de ficar a saborear e a imaginar o que não foi escrito. Cabe, portanto, ao leitor preencher a narrativa e os silêncios que ela possa ter. 
Microescrever em 77 palavras é, assim, uma corrida constante ao dicionário numa busca de palavras exatas, necessárias e suficientes e numa procura incessante de sinónimos, para tornar compreensível e expressiva a ideia que se quer transmitir, de preferência uma boa ideia! 
É contenção de palavras, pelo que é preciso saber onde cortar para o texto não perder qualidade e para que a boa ideia não se esfume. 
É luta com a sintaxe. 
É jogo com a semântica. 
É valorização da pontuação. 
É busca de sonoridades e brincadeira com o ritmo das frases o que transforma o texto, não raras vezes, num trecho musical e/ou poético. 
Resumindo, o microconto tem: 
• Uma estrutura narrativa com um conflito e apresenta a resolução.
• Um cenário onde se movem muito poucas personagens (três personagens já lá não cabem!!!). 
• Uma história que leva tempo a ser digerida, saboreada e que, muitas vezes, faz doer a quem a escreve. 
O projeto microcontos em 77 palavras exatas é da autoria da escritora Margarida Fonseca Santos. Em 2011, saltou para a blogosfera e mora no blogue http://77palavras.blogspot.pt onde são publicados todos os microcontos, enviados por email, de todos os que queiram participar, seja qual for a idade ou a nacionalidade. 
Porquê 77 palavras? Segundo a escritora, a resposta é bastante simples: “o número é, em si, divertido.” 
Inicialmente, os textos escritos não obedeciam a qualquer tema, mas, a partir de certa altura, passaram a obedecer a desafios lançados de dez em dez dias. Com a chegada do desafio número 100, os participantes deveriam explicar por que motivo escrevem microcontos e terminar com a expressão “e foi por isso que me escrevi.” E foi, então, que me surgiu a ideia de explicar, em apenas 77 palavras, para que trabalho a escrita no ensino: 
“Fazer soltar palavras adormecidas é tarefa de herói. Eles mostram-se renitentes, escusam-se a usá-las pois são muito novos, inexperientes. Primeiro, têm de encontrar as palavras certas na densa floresta onde habitam. Depois, têm de aprender a acariciá-las e beijá-las (como príncipe que desperta a Bela Adormecida), devagarinho, para não estremunharem nem estranharem sair do sono profundo. Foi assim que tudo começou. Ensinar os jovens a escrever. Provocar. Insistir. Não desistir. E foi por isso que me escrevi.” 
Gostaria, ainda, de partilhar convosco as palavras de uma amiga, Teresa Stanislau, que tem acompanhado a escrita destes meus pequenos textos: 
“Para mim , são belas reflexões, inspiradas em instantes de luz dos quotidianos prosaicos de qualquer um ou de todos , daqui ou de qualquer lado .de agora ou de todo o tempo ... Que tu agarras com mestria!” 
Termino citando Ana Hatherly, mestre do microconto, que no seu livro Tisanas escreveu este: “O autor e o leitor: estamos no limiar do prazer. Um de cada lado como anfitriões esperando tensos. Vivemos a problemática do segredo - se for divulgado deixa de existir se não for torna-se um horrível tormento. Alguns mestres dizem que o próprio do prazer é não poder ser dito.” 
Com a publicação deste livro, optei por romper o segredo para não se tornar um horrível tormento. Espero que o leitor o agarre e que lhe dê momentos de reflexão e de prazer. De magia também.

12 de dezembro de 2015

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "TODOS OS TEMPOS VERBAIS"

Hoje, foi a minha estreia na apresentação do primeiro livro do meu amigo Rodrigo Ferrão. A sessão decorreu num ambiente bem intimista, vivido na simpática e original livraria-cafetaria  Snob, situada no centro histórico de Guimarães.

E foram estas as minhas palavras:

É bom conjugar todos os tempos verbais. 
Um pretérito perfeito composto de emoções, tornou-se um presente de palavras nascidas de uma alma sensível e faz vislumbrar um futuro com mais tempos a conjugar, quem sabe, com novos tempos criados por este poeta-arquiteto da frase, que é o Rodrigo Ferrão. Ele é, também, o guia que conduz o leitor por paisagens interiores cheias de enseadas e de cruzamentos. E é, ainda, o pintor que, com pinceladas de memórias, de emoções e de sensações pinta o ontem, o hoje e o amanhã como o comprova, por exemplo, o seu testamento deixado na pág. 28. 
Rodrigo é um rebelde. Desobedece à gramática e às regras que ela impõe. Ignora as maiúsculas nos inícios de frase e depois dos pontos; usa de forma convencional sinais nada convencionais e sinais convencionais de forma nada convencional. Brinca com hífens, reticências, parêntesis, repetições e não quer saber de rimas nem de métricas. Faz da frase geometria. E com as palavras faz música. E faz muito bem! Só assim, sem grilhões, o poeta poderá “condensar o mundo num só grito” como tão bem definiu Florbela Espanca, e deixar escapar o que lhe vai na alma para nós, pobres leitores, podermos apanhar esses farrapos soltos e os juntarmos num trabalho de patchwork. 
Na sua apresentação, no Porto, o Rodrigo disse não saber como “conseguem os poetas sobreviver nos tempos de hoje”, porque é difícil “arranjar espaços de silêncio e locais onde não os descubram.” Difícil mas não impossível, digo eu. E a prova está neste pequeno livro, em tamanho, mas grande em significados que tão bem foi vestido por um mestre do pincel, David Pintor. Temos assim, a seguinte operação matemática: imagem da capa + título + poemas = sedução. 
E, para concluir, nós, leitores, encontramos neste livro os nossos espaços de silêncio e descobrimos o ser que vive dentro do Rodrigo. 
Obrigada, Rodrigo, por conjugares comigo o verbo partilhar deste presente. Eu espero continuar a conjugar contigo todo o futuro.

5 de outubro de 2013

APRESENTAÇÃO DE LIVROS NA FNAC

Integrada no programa do 6º Encontro Nacional de Ilustração, promovido pela Junta de Freguesia de S. João da Madeira, decorreu, ontem, na Fnac do Norteshopping, a comunicação "Do texto à ilustração".





25 de setembro de 2013

6º ENCONTRO NACIONAL DE ILUSTRAÇÃO

Em S. João da Madeira, de 15 a 19 de outubro de 2013, com o tema Oliva.


Estarei presente, na Biblioteca da Junta de Freguesia, em Fundo de Vila, dia 15 de outubro, e na Fnac do Norte Shopping, dia 4 de outubro.


Ver o PROGRAMA, aqui

21 de janeiro de 2013

ENCONTRO COM ALUNOS NA ESCOLA FERNANDO PESSOA

Uma receção calorosa na Escola Básica Fernando Pessoa, Santa Maria da Feira. Um fantástico trabalho de interdisciplinaridade. Uma interessante dramatização do conto O santo guloso, onde não faltou música e dança. Leitores, interessados e motivados.

O ambiente que rodeia o castelo



A invasão das formigas

 A promessa das formigas


Sessão de autógrafos

12 de janeiro de 2013

VISITAS A ESCOLAS DO CONCELHO DE SANTA MARIA DA FEIRA

Agrupamento de Escolas de Paços de Brandão:

Santa Maria da Feira

  • 21 de janeiro - Escola Básica Fernando Pessoa


Agrupamento de Escolas de Lourosa

  • 22 de fevereiro - EB1 Sobral, Mozelos
  • 25 de fevereiro - Centro Escolar Igreja, Lourosa
  • 5 de abril - EB1 Aldeia Nova
  • 8 de abril - EB1 Fonte Seca
  • 12 de abril - EB1 Casal Meão
  • 15 de abril - EB1 Vergada

19 de janeiro de 2012

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "O SANTO GULOSO"

Decorreu, ontem, na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, a apresentação do livro O santo guloso. Obrigada a todos os presentes e particularmente à Drª Cristina Marques e à Drª Cristina Tenreiro que fizeram a apresentação.







1 de junho de 2010

FEIRA DO LIVRO DE MOGADOURO

Mais uma actividade em volta do livro Do cinzento ao azul celeste. Depois de ter sido apresentado pelo Dr. Pimenta de Castro, na BM de Mogadouro, o livro foi apresentado à Localvisão TV - Bragança.

O meu muito obrigada ao Sr. Presidente da Câmara e à Vereadora da Cultura pela simpática e calorosa recepção e ao Dr. Pimenta de Castro pelo seu trabalho de apresentação do livro.
http://www.localvisao.tv/vplay/index.asp?rid=31mjFQZEat34iMZfmz33






24 de maio de 2010

APRESENTAÇÃO DO LIVRO EM MOGADOURO


Vai ser já no próximo fim-de-semana, dia 29, pelas 16 horas, que o Dr. Pimenta de Castro vai apresentar o livro Do cinzento ao azul celeste, na Feira do Livro de Mogadouro.

10 de maio de 2010

PORTO CANAL

A pedido da Calendário de Letras, estive no Porto Canal para divulgar o livro Do cinzento ao azul celeste e, ao mesmo tempo, promover a feira/festa do livro a decorrer em Matosinhos.

23 de abril de 2010

PORTUGAL NO CORAÇÃO

Quase não tive tempo para pensar, tão rapidamente tive de decidir quanto à minha presença no programa da RTP1 "Portugal no Coração". Mas lá estive, hoje, para falar do livro Do cinzento ao azul celeste, da reacção das crianças face ao livro e de novos projectos.