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29 de março de 2017

LEVOU-ME UM LIVRO...

...a um mundo a transbordar de amigos!


Branca de Neve. Cinderela. Aurora. As primeiras amigas. Com elas percorri salões de palácios magníficos, frequentei animados bailes cheios de luz e de cor e até dancei com príncipes! Foram dias magníficos de fantasia e diversão.
Os três porquinhos. O gato das botas. O gato Pompom. Crina Branca. Os amigos de quatro patas que não tinha em casa estavam nos livros. Com eles e com elas, preenchia os meus dias de uma infância feliz, quase sem televisão nem parafernália de jogos computorizados.
Cresci. Estes meus amigos e amigas não quiseram crescer comigo. Foram fazer outros amigos, mas deles ficaram guardadas as lembranças doces, bem fundo.
Outros amigos surgiram, ainda mais aventureiros!
Quanta adrenalina com os cinco amigos Júlio, Ana, David, Zé, e o seu cão! Quanto divertimento com as gémeas no colégio das Quatro Torres e no colégio de Santa Clara! Quantas aventuras vividas em cheio com os Sete!
Veio a adolescência. Romance. Amores. Sofrimento. Finais felizes.
Brigitte, Isabel, miss Grey, Margarida, Diana, Catarina, a Menina Aguaceiro, as mulherzinhas Zé, Gui, Melita e Bel eram agora as minhas melhores amigas e povoavam os meus sonhos e ilusões. Preenchiam por completo a minha vida. A mãe podia chamar, as irmãs gritar e o mundo desabar. Nada. Só a elas ouvia, só com elas convivia, sofria ou ria.
O tempo foi passando inexoravelmente e a lista de amigos crescia, aumentava, engrossava...
Foi então que surgiu na minha vida o surrealista e inconformista João Sem Medo. Veio também o escravo Pai Tomás mostrar-me a violência da História.
E os anos passavam...
Como sofri com Maria quando o Romeiro apareceu!
Como chorei, solidária, com Teresa e Simão Botelho!
Que famílias injustas as de Romeu e Julieta!
Que crueldade, a partida que a vida pregou a Carlos da Maia e Eduarda!
E aprendi mais. Aprendi que há sofrimentos maiores do que o do amor!
Prisão. Tortura. Pobreza. Miséria...
Como gostaria de tirar da miséria o Gineto e seus amigos de rua e poder salvar os meninos desprovidos de tudo apenas donos da areia da praia.
Como gostaria de dar a liberdade aos amigos que a perderam apenas por lutarem, justamente, contra as injustiças, por quererem aquilo a que tinham direito. Jofre, Carlos, João, Mariana e outros tantos resistentes apenas queriam um mundo melhor, livre.
Por essa mesma liberdade lutou o filho de Pelageya. Como sofreu esta mãe e me fez sofrer!
Como doeu a falta de liberdade de Anne Frank! Uma adolescência privada de tudo o que a adolescência tem de bom. Uma vida perdida vítima de tiranos assassinos.
Pobre Jean Valjean, sempre fugido!
Encontrei, também, outro tipo de falta de liberdade. Esta, voluntária, sem razão de ser, sem pretexto nem desculpas. Christiane F. é toxicodependente. Filhos da droga, muitos, levaram-me a ver esse mundo de decadência e degradação física do qual não há retorno. Morte, apenas! Vi. Aprendi.
Vi também outra dependência: a do jogo. Casino, roletas, dinheiro perdido, infelicidade. Alucinação! Foi Alexis Ivanovitch que me apresentou este mundo completamente desconhecido e impensado, até então.
Os livros permitiram sempre a viagem a mais um mundo: o do crime calculado, frio, insensível. Mas eram convidados os meus amigos Poirot, Miss Marple e Sherlock Holmes para os deslindarem. E faziam crescer, de forma bem inteligente, a expectativa até à última página.
Depois de tanta emoção, os amigos divertidos e brigões apareciam para descontrair e fazer rir. Sempre prontos para mais uma sessão de pancadaria nos romanos, lá estavam Astérix e o gordo Obélix. Gordo? Perdão, gordo não, cheio de peito. E lá estavam, também, a contestatária Mafalda. A irreverente Guidinha. O traquina Nicolau.
Hoje sou adulta. A lista de amigos não pára de crescer. Cada vez mais sofisticados, mais complexos.
A papisa Joana tão corajosa e lutadora. Guilherme de Baskerville tão inteligente e perspicaz. Como se tivesse entrado numa máquina do tempo, eles levaram-me à Idade Média.
Vianne Rocher, Júbilo e Lucha, Tita e Pedro levaram-me ao império dos sentidos...
E o desfile continua. Blimunda e Baltasar. Montag, o incendiário de livros. O fiel Florentino Ariza. A fria e traidora Teresa Raquin. O desesperado e infeliz Raskolnikov. A selvagem Eva Luna. O espantoso e fascinante Petter, a Aranha, vendedor de histórias. O severo professor Crastaing. O hediondo Jean Baptiste Grenouille.
Mais recentemente, e a idade isso permite, outros seres vieram engrossar a lista: Simon Axler e senhor Ulme , apresentam a realidade nua e crua do envelhecer. Carlos Brauer faz-nos percorrer a literatura universal. Eszter faz-nos ver a manipulação existente no mundo que nos rodeia. 
E tantos outros. Sem fronteiras, vencendo a geografia sem mapas nem GPS, fui criando laços. Estes meus amigos nunca me abandonaram. Estão sempre lá. Na saúde ou na doença, nas férias ou no trabalho, na solidão ou no meio do barulho, são a melhor companhia, um refúgio, uma animação. Ou, simplesmente, evasão. E todos eles, que me mostraram tantos mundos, fizeram-me criar o meu próprio mundo, fizeram-me criar as minhas estórias, que, agora, levo aos outros partilhando o que tenho dentro de mim. 
Levou-me um livro? 
Não! Levaram-me muitos.

13 de março de 2016

TERTÚLIA POÉTICA EM CANEDO

Salta à vista o quanto as crianças dos JI de StºAntónio, Escapães, e as do JI de Romariz se divertiram a interpretar o meu conto "A vassoura que desvassourou", na Tertúlia Poética que decorreu na passada sexta-feira em Canedo, organizada pela instituição Grande Sábio. O conto não está publicado mas foi-lhes cedido propositadamente para este espetáculo de palco.
A todas as pessoas envolvidas, muitos parabéns!





No final, os agradecimentos da vereadora Cristina Tenreiro, aos autores do concelho de Santa Maria da Feira (ou a ele ligados) cujas obras foram interpretadas neste noite.

23 de setembro de 2015

FIM! (primeira versão)

Tanto que pode dizer uma imagem!!! Fotografia de Pedro Teixeira Neves.

Para mim deixou de haver amanhã. Contas feitas, sobrou nada. Desde o dia em que os móveis foram doados e apenas a poltrona, de tão velha e sem serventia, fora atirada para o jardim, tão mal cuidado como ela, como eu. E tanto que temos para contar. 
Já não sei quantos anos tenho. Setenta? Oitenta? Só sei que nada poderia acabar assim. 
 Destroços. Solidão. Abandono. É o que existe agora, é o que eu sinto, eu que conheci tanta vida! Mas os velhos ficaram mais velhos e a partida para o lar tornou-se inevitável. Como a poltrona ficou, também, velha e gasta, sem serventia, vai para a lixeira. Eu fui vendida, vou ser restaurada. Os novos donos não querem nada velho. Não seria melhor demolirem-me? 
Não me conformo. A poltrona de veludo vermelho ocupava um espaço de destaque dentro de mim. O de maior destaque, bem no centro da sala. Ambas testemunhamos todos os momentos importantes da família. Na poltrona, Emília foi pedida em casamento. Nela se sentou mal regressou das núpcias como se quisesse sossegar toda a excitação da viagem. Nela sentiu as primeiras dores de parto quando, entretida, terminava as últimas peças do enxoval da bebé. Nela amamentou a filha. Nela observou as brincadeiras de Ana. Nela viu-a ser pedida em casamento. Nela chorou, nela riu, nela afagou e recebeu afagos. E agora? 
Há muito que não sou pintada e a humidade come-me as entranhas. Perdi a cor da juventude e nem o jardim, de tão desmazelado, me disfarça as rugas. 
Emília já foi levada para o lar, o Alzheimer permitiu-lhe não sofrer as perdas. Não se apercebeu da minha degradação, da degradação dos móveis, do jardim. 
Já lá vão dez anos. Dez anos de doença, de desespero. Dez anos em que José ficou ali, a olhar por ela, a amparar-lhe a memória e as quedas, a evitar as fugas e as ausências. Sentados na poltrona vermelha, ora um, ora outro, viram desfilar o tempo numa passadeira cada vez mais envelhecida, cada vez mais carcomida. E ela cada vez mais envolta em sombras. E ele cada vez mais a anular-se para viver pelos dois. 
José viveu demasiado obcecado e ocupado com a doença da mulher. E eu, e tudo o que fez parte de mim, acabámos. 
Às vezes, Emília parecia uma criança. Pela maneira como ria, como pegava nas bonecas de porcelana da sua coleção, como olhava tudo à sua volta como se estivesse a descobrir cada recanto, cada pedacinho de mim. 
Sentado, seguindo a viagem dos ponteiros do relógio, agora avariado, vítima dele próprio, José lembrava-se muitas vezes dos livros que lera em conjunto com Emília, da forma tão incomum como organizaram a biblioteca pessoal, dos passeios de mãos dadas, das conversas intermináveis, dos jantares que partilharam com amigos fazendo sair do louceiro as porcelanas e, do jardim, as rosas que perfumavam jarras de cristal.
Dez anos depois, já só há o silêncio entre eles. Ana já não vive aqui há muito. O Canadá chamou-a e lá se instalou. Não se lembrou que um dia os pais seriam velhos, eu seria velha, os móveis e as louças seriam velhos. E as rosas murchariam. E não mais nasceriam flores no jardim. E a vida não se renovaria. E quando todos ficámos velhos, cheios de inutilidade, foi preciso tomar medidas. Ei-las. 
 Os meus donos só têm uma vida. E terão de descansar um dia. Encostado à balaustrada, para uma última despedida, parece que José se apercebeu disso. Saber que um dia se separará física e definitivamente de Emília transforma-o num espectro. 
Mas, ao contrário deles, a mim não me deixam descansar. Vou ser transformada e viver outra vida, outras vidas, perdida no labirinto dos sentimentos. Tenho medo!

7 de setembro de 2015

VIDAS

O homem estendido na areia despertava a curiosidade de todos os banhistas que iam chegando. 
Uma toalha de praia como lençol amparava-lhe o sono. Cabeça enconchada numa grande mochila, pele tisnada, sapatilhas e chinelos simetricamente alinhados com a toalha, o homem tinha ali passado a noite, pela certa. Ou o que restara da noite! E, pelo jeito, iria ali passar o dia, a dormir. Volta e meia, levantava as pálpebras, a querer dar os bons dias ao sol, mas este não estava para aturar madraços. Logo nesse dia em que tinha decidido ficar mais esperto e queimar tudo onde pousava. Por isso, espetava-lhe os raios e cegava-o e o homem voltava a fechar os olhos e a dormir. 
Eram dez horas da manhã, as pessoas continuavam a chegar ruidosamente e só apetecia saltar para a água. Mas ele continuava estático. Apenas os olhos, que de vez em quando se abriam, descansavam a praia que ficava a saber que ele estava vivo. 
Eis que chegou outro homem e abancou junto de uma mulher ali sentada, pelos vistos uma vizinha. Apercebeu-se que alguém, a pouca distância, dormia inocentemente, apesar do calor. Fixou os olhos naquele ser e, quando este, finalmente, mudou de posição e lhe mostrou o rosto, fez cara de espanto. Tinha acabado de reconhecer aquele “Belo Adormecido”! 
Foi o suficiente para que os dois vizinhos tivessem conversa para toda a manhã. 
- Aquele não é o Fonseca, o filho da D. Juliana? 
- É, pois. Imagino que passou aqui a noite, ultimamente tem sido esta a vida dele! Desde que a coitada morreu e o fundo de desemprego se foi, anda aí aos caídos. 
- O gajo é um cabrão. Tinha a mania que ficava sempre rapaz novo e nunca se convenceu que estava a ir para velho. Com aquela idade a viver em casa da mãe! Tanto que abusou dela! Tinha comida, cama, roupa lavada e o sacana dava-lhe apenas dez euros e ainda ficava à espera de troco. 
- Coitada da velha! O que ela teve de aturar.
- Coitada da velha, mesmo! Mas ela teve culpa, foi ela que o criou assim. Teve o que semeou, por muito que quisesse um filho exemplar. Depois que ele casou, foi viver num meio onde havia muitas solicitações. Bares, casino, pensões… O gajo gastava todo o dinheiro que ganhava em álcool, jogo e putas. A mulher não aguentou. Ninguém merece carregar tal cruz. Desapareceu com os filhos e ele nunca mais os viu. Foi nessa altura que ele deixou o apartamento alugado e se enfiou em casa da mãe.
- E ela? Aceitou-o, assim sem mais nem menos, sem condições? 
- Ela não tugiu nem mugiu, como era seu hábito. Nunca soube dizer não ao filho. E, aos cinquenta anos, ele julgava-se o puto de dezoito que entra em casa a desoras, depois da farra com os amigos, e ela nem dava por isso, ou fazia que não dava. É sempre mais fácil ignorar do que enfrentar. Entretanto, a vida desvairada piorou. E a mãe a alimentá-lo. 
- A velhota não chegou a andar de braço ao peito? Tenho ideia de a ter visto, ao longe, a entrar no talho. 
- Grande cabrão, o Fonseca! Partiu-lhe um braço na noite em que chegou a casa bêbado, depois de ter perdido uma pequena fortuna no casino. Ela tentou impedi-lo de beber mais, quando ele entrou e se agarrou à garrafa de whiskey. Deu no que deu. E deu mais: perdeu o emprego e a pouca dignidade que tinha. 
- Não entendo como ela não o pôs da porta para fora com um pontapé no cu… 
- É filho, não é? Depois que ela morreu e ele perdeu o direito ao fundo de desemprego, vendeu a casa dela para pagar dívidas e anda por aí, sem rei nem roque. O que lhe vale é o verão que está quente e praia é coisa que aqui não falta. O hotel que escolheu tem muitas estrelas!!!! 
… 
O sol anunciou o meio-dia. Abandonei a praia a seu convite. O homem continuava estendido. A conversa, pelos vistos, também se iria estender tarde adentro.

19 de agosto de 2015

VARREDURA

Alberta não aguentou mais tanto sentimento acumulado e saiu de casa com a alma pesada, manhã cedo, ainda o sol não despertara. Montou a bicicleta e voou estrada fora, perseguida por mil borboletas escapadas dos seus sonhos, há tanto aprisionados. Chegara a hora de batalhar, de obliterar o casamento, qual bilhete caducado, de se libertar de tanta tralha amontoada no coração e na cabeça. Foram sonhos adiados, decisões tomadas e não concretizadas, receios de enfrentar o vazio, falta de espaço. 
Foram dias, foram meses, foram anos. Sempre a mesma rotina. Sempre as mesmas palavras, sempre os mesmos gestos. Sem lugar para a novidade. Sentia-se à deriva dentro de si própria mas não procurava o caminho para se reencontrar e não sabia (ou não queria saber) como interpretar os diálogos travados com a sua consciência. 
A última arrumação das gavetas foi a bússola, o farol, o GPS, algo que lhe apontou a saída. Aquela varredura anual dos armários… uma metáfora? 
Se ao longo do ano acumulava papel, roupa inútil, cacos desnecessários e os atirava ao lixo no início do verão, porque não fazer o mesmo com a sua cabeça? Afinal, a sua relação não passava de um caco inútil e ela insistia em mantê-lo colado, por medo de o deitar fora e de admitir que já não tinha serventia. Sufocava com tanto que acumulava mas ia aguentando estoicamente. 
O vento que lhe soprava os longos cabelos e as ideias, enquanto pedalava, mostrou-lhe tudo quanto tinha guardado, à espera de melhores dias. Se não usa, por que carga de água tem de guardar? Para ocupar espaço? E os espaços cada vez mais apertados!... 
Sim, era certo, sabia que não seria fácil desapegar-se, assim, com um simples estalar de dedos. Presa paranoica de um coração ditador, não sabia por onde começar. O que iria parar primeiro ao caixote do lixo? 
Escolhas. Sempre o seu problema. Esta seria definitiva. Escolher a liberdade ou sufocar de vez. Escolher reencontrar-se consigo própria (não, não era egoísmo, era sanidade mental!) ou continuar a ser o que ele queria que fosse. 
Não se anularia mais. Ganhou coragem e, quando regressou, despojou-se da culpa, como se tivesse esvaziado os armários de toda a inutilidade. 
Junto às bétulas do jardim, pousou as malas, olhou a casa pela última vez e, sem esperar pelos pássaros que, àquela hora, faziam um concerto ao sol, mesmo não sendo decisão bilateral, partiu. 
O futuro já não morava ali.

(prolongamento do microconto "Como bilhete caducado")

31 de março de 2015

PAPÁ, SÓ MAIS UMA...

Foi com muito orgulho que, hoje, vi o meu nome na lista dos seis vencedores do concurso de conto infantil "Papá, só mais uma...", promovido pela Alfarroba Edições.
O meu conto intitula-se Palavras à solta e essas palavras que andam à solta porque se escaparam de um livro... vão fazer parte de outro livro.

7 de março de 2015

MARGENS QUE ME COMPRIMEM

Acabado de publicar o meu conto Margens que me comprimem em livro-objeto, pela Artelogy. O frasco pode ser adquirido no site da editora (aqui) e na sua página no Facebook (Facebook store).
O último convidado acaba de sair. O dia começa a despertar e a noite despede-se convidando-me a descansar. Recuo seis horas.
Casa cheia, música, ritmo, alegria. Taças de champanhe, erguidas bem alto, beijam-se brindando ao novo ano acabadinho de estrear, mal finda a última badalada da meia-noite.
Indiferente, olho-os. A casa é minha, a música é minha, a esplanada e a piscina iluminada são minhas. Mas a alegria é deles.
Olho-os. Indiferente. A alegria não é minha. E as horas que teimam em não passar!
(...) 

3 de janeiro de 2015

CONTO DE NATAL

Com o meu pequeno conto "Tecendo o Natal":

"Obrigado a todos os fãs que partilharam connosco o seu espírito natalício. Recebemos muitas palavras e Nobres atitudes que nos encheram a alma com contos de Natal, mas os mais originais e criativos foram os contos dos fãs Maria Pedro Silva, Ana Sofia Silva, Ana Marcos, Ana Paula Oliveira e Carlos Manuel Ribeiro Gonçalves que transmitiram a verdadeira essência do Natal. Muitos parabéns aos vencedores."

passatempo promovido pela marca Nobre

21 de março de 2014

16 de novembro de 2013

ENTREGA DE PRÉMIO PELO ACIDI

 coro do ACIDI

A atriz Natacha, interpretou o conto de forma magistral.

 A atriz Cláudia Semedo anunciou os vencedores
 O prémio foi entregue pela Alta-Comissária, Rosário Farmhouse





PRÉMIO ACIDI


O ACIDI promveu um concurso de conto e/ou poesia sobre o tema do racismo. Depois de analisados os 513 textos recebidos, em setembro foram divulgados os finalistas. Ontem, foram atribuídos o primeiro prémio e cinco menções honrosas em cada categoria. 
Na categoria maiores de 18 anos, mais de 200 textos estavam a concurso. Eu trouxe o 1º prémio, atribuído ao meu conto "Nyambura".

30 de outubro de 2013

CONCURSO DE CONTO E DE POESIA CONTRA O RACISMO

Convite, recebido, hoje, na qualidade de finalista do concurso.

Foi um prazer ter escrito o conto com o tema do racismo com que participei neste concurso. Mas, ao mesmo tempo, foi um processo de escrita doloroso precisamente por causa do tema. 
E dói saber que o ACIDI promoveu este concurso porque o racismo existe. E porque existe tem de ser combatido. As consciências têm de ser abanadas, as mentalidades têm de se abrir e as atitudes têm de mudar.
Espero, com o meu conto, poder abanar algumas!
Foi com muito orgulho que recebi a informação de estar entre os 17 finalistas (no escalão a que concorri) e foi com enorme satisfação que aceitei estar presente na cerimónia de divulgação do vencedor e entrega do prémio. Mesmo que não seja eu, estão mais 16 textos ao lado do meu, já me sinto vencedora!

24 de outubro de 2011

LIVROS COLETIVOS

A pedido da Rede de Bibliotecas Escolares de S. João da Madeira, iniciei um conto que circulou pelas escolas do concelho e, ideia a ideia, frase a frase, desenho a desenho, o conto foi ganhando várias formas, conforme as escolas por onde passou. O resultado está exposto no Centro Comercial 8ª Avenida onde decorreu, hoje, a cerimónia de inauguração.













"TRAMBOLHÃO NO PASSADO" - MENÇÃO HONROSA


Em parceria com alunos, escrevi o conto intitulado Trambolhão no passado que foi enviado para o concurso Grande C, em maio de 2011. Publicados os resultados no final de setembro, tivemos uma agradável surpresa quando soubemos que o conto tinha ganho uma menção honrosa. O prémio foi entregue em Cascais, durante a festa do Grande C, onde os alunos puderam conviver com imensas pessoas conhecidas ligadas às artes: atores, músicos, realizadores, escritores.

O conto é uma aventura vivida na época das invasões francesas, quando as tropas francesas atacaram Arrifana durante a noite e deixaram a povoçã0 a arder.

19 de abril de 2010

HORA DO CONTO NO AGRUPAMENTO DE ARRIFANA

Todos os anos, no dia 20 de Janeiro, é feriado no concelho de Santa Maria da Feira. Reza a história que as festividades se devem a uma promessa feita a S. Sebastião, há mais de quinhentos anos, quando a peste assolou a região e matou muitas pessoas. Escrevi uma fábula para explicar a história aos mais novos que se intitula O santo guloso. Em Janeiro, a estória foi contada às crianças das EB1 do Agrupamento de Escolas de Arrifana, numa hora do conto que muito lhes agradou. Posteriormente, chegaram-me às mãos vários desenhos feitos pelas crianças. Reproduzo aqui alguns.

Diogo Cerejeira, EB1 Igreja
Beatriz Ferreira, EB1 Igreja

Mariana Duarte
Rui