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17 de dezembro de 2018

MENÇÃO HONROSA ATRIBUÍDA PELO ACM

Divididos em 4 escalões, foram cerca de 560 textos, em 77 palavras, enviados para o concurso promovido pelo Alto Comissariado para as Migrações com o tema da discriminação racial. 
Coube-me uma menção honrosa.

2 de fevereiro de 2015

É BOM PODER AJUDAR E SER ÚTIL ATRAVÉS DA ESCRITA

Carta recebida, hoje, da ACAIS, uma IPSS de S. João da Madeira, a agradecer o facto de ter sido selecionada por mim para receber o prémio pelo meu conto, um dos cinco vencedores do passatempo "Conto de Natal", promovido pela Nobre.

CALENDÁRIO BAI'MÁ BENDA

E pronto! Chegou o calendário oferecido por ter participado no passatempo proposto pelo Clube de Leitores e pelo Bai'má benda. E o que já me diverti a lê-lo!
O desafio foi: "E se pudesse criar um 13º mês?" A resposta que mereceu o calendário pode ser lida aqui.

21 de março de 2014

4 de fevereiro de 2014

FRASES QUE DÃO LIVROS

Tenho a mania de responder a desafios. Se são sobre livros, então, é ouro sobre azul.
O Rodrigo Ferrão, um dos dinamizadores do Clube de Leitores e do grupo Livros no Facebook, tem lançado alguns e eu não resisto. Os dois último valeram-me dois livros que acabei de receber.



1º desafio: Se fosse um lobo... como seria?
"Seria o lobo culto, criado por Pascal Biet. De desafio em desafio, da escola para a biblioteca e da biblioteca para a livraria, trocaria a comida enfadonha pela leitura deliciosa."

2º desafio: Se pudesse, que livro roubaria? Porquê? 
"Gostaria mesmo era de roubar um livro ainda não publicado, o livro que estará a ser terminado pelo meu escritor preferido. Sim! Hoje quero ser egoísta, ser a primeira a ler esse livro que ainda não o é, e ser eu a escrever o último capítulo."

16 de novembro de 2013

PRÉMIO ACIDI


O ACIDI promveu um concurso de conto e/ou poesia sobre o tema do racismo. Depois de analisados os 513 textos recebidos, em setembro foram divulgados os finalistas. Ontem, foram atribuídos o primeiro prémio e cinco menções honrosas em cada categoria. 
Na categoria maiores de 18 anos, mais de 200 textos estavam a concurso. Eu trouxe o 1º prémio, atribuído ao meu conto "Nyambura".

30 de outubro de 2013

CONCURSO DE CONTO E DE POESIA CONTRA O RACISMO

Convite, recebido, hoje, na qualidade de finalista do concurso.

Foi um prazer ter escrito o conto com o tema do racismo com que participei neste concurso. Mas, ao mesmo tempo, foi um processo de escrita doloroso precisamente por causa do tema. 
E dói saber que o ACIDI promoveu este concurso porque o racismo existe. E porque existe tem de ser combatido. As consciências têm de ser abanadas, as mentalidades têm de se abrir e as atitudes têm de mudar.
Espero, com o meu conto, poder abanar algumas!
Foi com muito orgulho que recebi a informação de estar entre os 17 finalistas (no escalão a que concorri) e foi com enorme satisfação que aceitei estar presente na cerimónia de divulgação do vencedor e entrega do prémio. Mesmo que não seja eu, estão mais 16 textos ao lado do meu, já me sinto vencedora!

13 de fevereiro de 2013

CONCURSO DE FRASES SOBRE A AMIZADE

Foi uma brincadeira que me levou a receber um livro.
Respondendo ao desafio do Clube de Leitores, enviei uma frase para definir amizade e... a frase ganhou.
"Das cinco frases que o júri seleccionou para a finalíssima, duas sobressaíram. Não só pela forma simples e bonita com que falam sobre a Amizade, mas também porque foram as preferidas de quem visita o nosso espaço com frequência. O Clube de Leitores e a QuidNovi Editora têm o prazer de anunciar que as vencedoras do livro «O Suave e o Negro» de Manuel Monteiro são: 
Ana Paula Oliveira: A amizade é conjugar os verbos partilhar, compreender e ouvir no presente e no futuro do Indicativo. 
Ana Cristina Martins: A amizade não se define, sente-se e faz-se sentir, respira-se, saboreia-se, cheira-se, ouve-se e faz-se ouvir. dá-se e recebe-se, não se diz.

Ler mais aqui

23 de junho de 2012

SORRISOS


Sorrisos, tímidos ou rasgados, furtivos ou atrevidos, são como os abraços e os apertados laços.

(participação no novo passatempo da Artidar)

28 de abril de 2012

LIVROS E MARCADORES

"Não sou um marcador fiel: namoro, com volúpia, as páginas de todos os livros que marco."

Frase com a qual participei num desafio lançado no Facebook, pela Ana Almeida, e que saíu vencedora. O prémio: este conjunto de marcadores, criados pela ARTeDAR, que vai enriquecer a minha coleção.

2 de abril de 2012

CONCURSO DE FOTOGRAFIA


Desafiada pelo Círculo de Leitores, participei num concurso de fotografia (para comemorar a revista nº 200) onde deveria mostrar os livros desta editora. Esta foto mereceu um honroso 8º lugar.

24 de outubro de 2011

"TRAMBOLHÃO NO PASSADO" - MENÇÃO HONROSA


Em parceria com alunos, escrevi o conto intitulado Trambolhão no passado que foi enviado para o concurso Grande C, em maio de 2011. Publicados os resultados no final de setembro, tivemos uma agradável surpresa quando soubemos que o conto tinha ganho uma menção honrosa. O prémio foi entregue em Cascais, durante a festa do Grande C, onde os alunos puderam conviver com imensas pessoas conhecidas ligadas às artes: atores, músicos, realizadores, escritores.

O conto é uma aventura vivida na época das invasões francesas, quando as tropas francesas atacaram Arrifana durante a noite e deixaram a povoçã0 a arder.

7 de março de 2011

O PINTOR DA NOITE

O ilustrador Paulo Galindro, cujo trabalho adoro, lançou um concurso que, ele próprio, intitulou "concurso maluco de escrita hipercriativa". Aceitei o desafio e terminei uma pequena estória (pelo regulamento o texto não podia ter mais de 500 palavras) que estava adormecida mas que o desafio fez despertar. Participei e estou nos quatro finalistas. A votação para o melhor está a decorrer no Facebook, no mural de Paulo Galindro, e no seu próprio blogue onde está publicado o texto.

O pintor da Noite



Sento-me à minha mesa de trabalho e desenho. Olho através da janela e vislumbro o Sena. Lá longe, o rio desliza tranquilamente ao som de acordeões que adormecem vagabundos. A Noite espreita. Quer entrar. Pede-me que lhe abra a janela. Fico indeciso, nervoso com a sua presença inesperada, mas lá aceito que ela entre, talvez só por instantes. Sinto-me intimidado.
Ela entra. Traja um vestido deslumbrante, veludo negro semeado de estrelas cintilantes. Usa um vestido diferente cada vez que surge. Reparo nisso sempre que a observo mas, o de hoje, é, sem dúvida, o meu preferido.
No final de cada dia, todos os dias, ela visita outras casas, outras cidades, outros países, e ignora-me. Não sei como hoje terá reparado em mim. Talvez por ser o meu aniversário, quem sabe! Só ela poderá responder.
Senta-se a meu lado e pede-me:
- Desenha-me.
Não consigo acreditar. A Noite, a bela Noite, vem a minha casa para que eu a pinte. Só pode ser um sonho! Belisco-me.
Já há muito tempo que a observo. Vejo-a entrar em muitos sítios. Vejo-a visitar pessoas mais importantes do que eu, um simples pintor que ninguém conhece. Com a sua inseparável amiga Lua, entra onde quer e espreita segredos inconfessáveis. A Lua também é minha amiga. Já lhe fiz o retrato e já lhe pedi, várias vezes, para me apresentar a Noite. Nunca o fez. Penso que tem ciúmes.
Hoje, ela veio sozinha. A Lua recusou-se acompanhá-la, sente-se aborrecida e não se quer mostrar. Ainda bem! Assim posso, finalmente, desfrutar a sua presença serena. É a melhor prenda de aniversário que poderia ter.
- Desenha-me – insiste ela.
Começo a desenhá-la timidamente. Esboço um traço do seu rosto moreno. Sobressai o contraste com o branco da tela que me suplica que a preencha. A Noite parece sentir-se envergonhada e, de repente, cora.
Traço a traço, o seu rosto fica completo. Mostro-lho. Tenho receio da sua reacção.
- Está lindo! Nunca ninguém me pintou com tanta perfeição.
- Não é nada de especial. Tu mereces muito mais. O retrato não é fiel à tua beleza.
Mantemo-nos numa cavaqueira sem nos apercebermos que as horas avançam. O retrato repousa em cima da minha mesa de trabalho. Parece esquecido, ultrapassado pelas palavras. Mas não. Apenas descansa.
A Manhã apresenta-se, ainda um tanto estremunhada. Acompanhada pelo Sol, acorda o Dia e a Noite tem de partir. Rivais, não se entendem as duas, não convivem. Ela despede-se, apressada.
Resta-me o retrato, parado em cima da mesa. Olho-o e fico feliz. Imensamente feliz. Ainda bem que mudei para este décimo terceiro andar. O último. Fica afastado da praça, onde passo os dias a pintar, mas perto do céu. Aqui, a Noite chega primeiro.