23 de julho de 2015

NO BAILE DA PARÓQUIA

Vivia na ilusão de não haver amor como o primeiro. Ficar solteira seria o fim do mundo logo, agrafou-se ao primeiro que lhe deu trela e dançou com ele, toda a noite, no baile da paróquia. Ele beijou-a e um clarão, (que não foi reflexo do fogo de artifício), iluminou-lhe o rosto. 
Quando ele bateu a porta e partiu, abriu-se-lhe uma janela por onde entrou a lucidez: finalmente entendera que “mais vale só do que mal acompanhada”.

2 desafios, da Margarida Fonseca Santos, juntos: 
nº 94, com clarão, porta a bater e ilusão +  nº 90, com provérbios contraditórios
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