24 de setembro de 2016

ESCOLA CINZENTA

Na sacola, o livro e a lousa. No bolso da bata, o elástico para saltar nos intervalos. Na cabeça, os sonhos. E a vontade de conhecer o mundo. 
Mas, aprender era saber de cor todos os rios, montanhas e caminhos de ferro de Portugal (províncias ultramarinas incluídas!). Era saber rezar e costurar. Era aguentar as reguadas. Era interiorizar a passividade da mulher. Era prestar vassalagem aos ditadores que, nas molduras da parede, nos vigiavam. 
Cinzenta escola, essa!



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