1 de setembro de 2016

À ESPERA DO FIM

Deitada na cama à espera do fim, Adriana ralhava com a vida por não ter cumprido o tratado: viver até aos 100. Cabeça e tronco doíam-lhe como se um martelo a espancasse, mas o problema não tinha solução. Queria encontrar um refúgio onde não a encontrassem ou a deixassem, pelo menos, pensar. Sempre contornou os espinhos das rosas com que compôs os ramos que fazia. O que não contornava, agora, era a doença e a família desmembrada


Desafio nº110 da Margarida Fonseca Santos: palavras obrigatórias a negrito
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