6 de abril de 2018

FOI COM AS AVES...

Havia um fogo que a queimava e as lágrimas não o apagavam. A ferida aberta no ego dilacerava-a.
No início, tudo parecia fácil. Não havia numerus clausus a limitar o sonho. Mas, deixara-se arrastar no tempo, distraíra-se, as regras mudaram.
Não! Não era um pano velho que se atira ao lixo, esfiapado, amachucado. A desforra chegaria. O seu sonho seria real! Mesmo que tardasse!
Sem hesitação, partiu atrás dele. Tal como o poeta, foi com as aves…

 Desafio nº 138 ― frase de Hemingway: “Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança.”
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