14 de setembro de 2014

MISÉRIA, NEM VÊ-LA!

Mais um desafio da Margarida Fonseca Santos. Desta vez, é a história de Ludmila Faneca, filha de um pescador e de uma peixeira, que vingou no mundo do tratamento de unhas.  Mas, há mais: o texto tem de conter cinco palavras obrigatórias (no meu texto, a negrito).

Mena peixeira e Álvaro pescador são o casal mais querido da pobre vila piscatória. O mesmo não se pode dizer da filha, Ludmila Faneca. 
Uma canastra, despojada das sardinhas, serviu-lhe de berço. O casebre, iluminado apenas por ténue lamparina, encavacava-a. Vaidosa, de temperamento duro como cimento, cedo afrontou o estafermo da pobreza e partiu. Cozinhou a vida em França onde tirou o curso de manicure, em regime de part-time. Trabalhou em full-time e clientela nunca lhe faltou.
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