28 de abril de 2015
25 de abril de 2015
ENCONTRO COM ALUNOS NA ESCOLA OLIVEIRA JÚNIOR
Foi ontem e foi muito interessante o encontro com três turmas (5º e 6ºanos) da Escola Oliveira Júnior, em S. João da Madeira.
O tema: ditadura versus liberdade.
O livro: Do cinzento ao azul celeste.
Algumas dúvidas: por que motivo rapazes e raparigas não podiam estar na mesma turma ou na mesma escola? Por que motivo havia músicas e livros proibidos? Por que motivo as crianças iam trabalhar com dez anos? Como foi viver o dia da revolução?
Os desafios:- imaginar que hoje, 25 de abril, 41 anos depois da revolução, alguém se lembrava de fazer a revolução ao contrário, isto é, acabar com a liberdade e instalar, novamente, a ditadura.
- imaginar que, se isso acontecesse, não poderíamos estar ali a falar de liberdade, de direitos, de manifestações, de espírito crítico, de futuro.
- imaginar que, se isso acontecesse, eu e tantos outros, seríamos presos porque escrevemos estórias onde entram palavras incómodas.
Isto nem foi bom lembrar! Houve reações imediatas e as crianças nem querem imaginar que tal lhes possa acontecer!
Mas, nem todos aceitam a escola de cara alegre. Tal como a personagem da estória, alguns alunos consideram que, trabalhando, ganham dinheiro e na escola não ganham nada. De facto, vivemos cada vez mais numa sociedade materialista e isto notou-se e nota-se diariamente no contacto com crianças e jovens.
No entanto, a conclusão, brilhante, saiu da boca de um aluno: "Na escola ganha-se futuro".
E, conversas assim, enchem-nos completamente.
23 de abril de 2015
ENCONTRO COM ALUNOS NA EB1 DO VISO, CANIDELO
Um encontro com alunos que me lambuzaram a cara e a alma.
No final da sessão, alguns alunos não me largaram. Acharam imensa piada à lousa e ao ponteiro e escreveram-me mensagens.
ENCONTRO COM ALUNOS PARA ATIVIDADE DE ESCRITA
Foi assim, com uma turma de 7ºano, na escola Oliveira Júnior, em S. João da Madeira.Teremos escritores?
11 de abril de 2015
URGÊNCIA...
Desafio nº 87 da Margarida Fonseca Santos: o que faz uma cabra numa ponte romana sobre um rio?
Tarde de inverno. O rio corre apressado empurrado por um vento desnorteado. A velha ponte romana aguenta firmemente a intempérie e o rebanho que a atravessa para a outra margem, à procura dum lugar abrigado.
Distraído, o pastor não se apercebe do que está a acontecer e acelera o passo. O rebanho segue-o, submisso. Mas, falta-lhe uma cabra, ele volta atrás. Encontra-a numa luta titânica com a dor e a urgência do cabritinho que teima nascer ali.
PARQUE DO RIO UL
Este parque continua a ser ótimo para caminhadas, corridas, relaxamento, leituras e escritas inspiradoras (seja lá o que isso for!). Um local cheio de luz!
10 de abril de 2015
AMBIÇÃO DESMEDIDA
Demorou uma eternidade frente ao guarda-vestidos. Nada novo para vestir! Olhou o guarda-joias. Desfalcado, há muito não entrava uma peça. (Até o guarda-louça e o guarda-pratas, herança da avó, estavam despidos.) Contudo, tinha de se aperaltar. Afinal, era a terceira semana que saía com aquele guarda-redes famoso. Se corresse bem, depressa voltaria a ter luxos.
Chegou ao restaurante, frente ao rio, e, mal saiu do carro, caiu o dilúvio. Não houve guarda-chuva que lhe amparasse a ambição!
Desafio RS nº 24, da Margarida Fonseca Santos
6 palavras compostas começadas com GUARDA-
31 de março de 2015
PAPÁ, SÓ MAIS UMA...
Foi com muito orgulho que, hoje, vi o meu nome na lista dos seis vencedores do concurso de conto infantil "Papá, só mais uma...", promovido pela Alfarroba Edições.
O meu conto intitula-se Palavras à solta e essas palavras que andam à solta porque se escaparam de um livro... vão fazer parte de outro livro.
24 de março de 2015
UM CURTO MINUTO
Contar a história de Chico, ardina reformado a quem roubaram a sacola cheia de recordações, sem a letra "e", é tarefa árdua. Depois de muito procurar palavras sem intrusos, deu nisto.
Tinha tudo guardado na sacola transportada a tiracolo.
No passado, dali saíram jornais. Distribuídos, um a um, todos os dias, sol ou chuva, dali saíram notícias (boas, más, assim-assim).
Mas, ali ocultava algo: páginas cortadas, muitas fotos, cartas nunca mandadas. A atriz, amada toda a vida, com todo o sigilo, vivia na sua sacola. Bastou um curto minuto. Tantos anos guardados agora roubados. Chico, o antigo ardina já inativo, viu toda a sua vida arruinada, vandalizada, sumida.
No passado, dali saíram jornais. Distribuídos, um a um, todos os dias, sol ou chuva, dali saíram notícias (boas, más, assim-assim).
Mas, ali ocultava algo: páginas cortadas, muitas fotos, cartas nunca mandadas. A atriz, amada toda a vida, com todo o sigilo, vivia na sua sacola. Bastou um curto minuto. Tantos anos guardados agora roubados. Chico, o antigo ardina já inativo, viu toda a sua vida arruinada, vandalizada, sumida.
Desafio nº 86 da Margarida Fonseca Santos
18 de março de 2015
HORA DO CONTO NO JI DA DEVESA
Hoje, foi dia de levar um livro da minha amiga Manuela Ribeiro ao JI da Devesa, S. João da Madeira.
Castanho & Branco deixou as crianças muito entusiasmadas e, no final, concluíram que a amizade não tem cor. Afinal, as diferenças detetadas antes de abrir o livro, diluíram-se à medida que a história era cozinhada.
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