4 de julho de 2026

ENTREVISTA

 Entrevista que me foi feita por 3 alunas, parar participação no concurso "Jornalistas em Rede", promovido pelo jornal Público e RBE.


Professora de Português, professora bibliotecária e escritora

Ana Paula Oliveira, uma mulher multifacetada

Ana Paula Oliveira é a nossa professora de Português e começou a carreira em 1982. Dedica-se às bibliotecas escolares, desde 1997, exercendo, até à data, o cargo de professora bibliotecária. O contacto permanente com os livros e com a leitura junto de crianças e jovens levou-a a escrever e a publicar livros infantojuvenis tendo publicado o seu primeiro livro, Do cinzento ao azul celeste, em 2007. Nesta entrevista, queremos conhecer melhor todas as suas valências.

Começamos por questioná-la como professora. Estando à beira da aposentação, que conselhos daria a futuros professores e a atuais alunos?

Futuros professores, aconselho-vos a virem preparados para conseguirem enfrentar as novas gerações que não são fáceis!

Agora, fora de brincadeiras, as novas gerações têm características diferentes das anteriores e aprendem de forma muito diferente. A tradicional exposição da matéria não funciona. Por isso, além de empático e apaixonado pela profissão, o professor atual tem de ser criativo e tem de encontrar estratégias “fora da caixa” que cativem os alunos e os façam gostar de aprender e de estar na sala de aula.

Aos alunos, aconselho que se tornem pessoas com elevado espírito crítico, cada vez mais necessário, e que sejam ávidos de conhecimento para poderem enfrentar os desafios que têm pela frente. A liberdade e a democracia correm sérios riscos e só com conhecimentos sólidos é possível defendê-las. Como sempre digo, “Saber é poder!”.

O que pensa sobre a atual falta de professores?

É uma situação catastrófica. Uma escola só é escola com alunos e professores. Faltando um destes agentes, não podemos falar em ensino-aprendizagem. E eu não gostaria nada de ver os professores substituídos por tutores criados pela Inteligência Artificial. Na educação tem de haver emoção.

Qual é a sua opinião sobre a utilização da IA (Inteligência Artificial) nas aulas?

Uso a IA e provoco os alunos a usá-la, de vez em quando, nas aulas, precisamente para que se apercebam que a IA não nos pode substituir, mas, sim, ajudar-nos e poupar-nos tempo. Deixar que a IA faça tudo por nós, nos tire a criatividade e a capacidade de imaginar, nunca. Por esta razão, esse tem sido o meu papel, também como professora bibliotecária: discutir o assunto com os alunos, em sessões que tenho dinamizado, e fazê-los ver que não devem depender da máquina nem usá-la indiscriminadamente.

Como professora bibliotecária, o que faz para motivar os alunos a frequentarem a biblioteca?

Desenvolvo atividades dinâmicas que os alunos consideram atraentes. O fundo documental das bibliotecas é atualizado regularmente com livros do agrado dos alunos. Dinamizo projetos de leitura e escrita, alguns já financiados pela Rede de Bibliotecas Escolares e pelo Plano Nacional de Leitura. Lanço vários desafios, uns imaginados por mim outros lançados a nível nacional, que têm dado prémios aos alunos e às bibliotecas. Faço montras temáticas mensais para que os livros saiam das estantes e fiquem ao alcance dos olhos dos leitores. Mantenho o espaço agradável, convidativo, equipado com computadores e jogos de tabuleiro para que os alunos lá fiquem a estudar, depois das aulas, e ocupem tempos livres. O maior segredo: a simpatia e abertura ao diálogo com todos que lá entram.

Tem alguma formação especial para desempenhar o cargo?

Comecei com um curso de 200 horas, na Faculdade de Psicologia, no Porto, e apesar de não ter formação académica, mestrado ou pós-graduação, tenho imensas horas de formação contínua.

Como professora bibliotecária gosta da expressão idiomática “Ratinhos de biblioteca”?

Adoro! Além de haver muitas histórias em que os ratinhos são personagens muito queridas, a expressão é carinhosa e remete para alguém que passa muito tempo a ler, na biblioteca, como se fosse a sua casa. Tal como o ratinho, o ratinho de biblioteca, no sentido metafórico, também é um roedor que se alimenta de conhecimento.

Finalmente, estamos muito curiosas com a sua atividade como escritora. Qual foi o livro que lhe deu mais prazer escrever?

Todos, pois, para mim, é um prazer escrever. Mas, o mais divertido é A vassoura que desvassourou, apesar de ter um assunto sério, o direito à greve.

Qual foi o livro que lhe custou mais escrever?

O conto “Nyambura”, publicado no livro 39 poemas e contos contra o racismo, que ganhou o primeiro lugar, escalão adultos, num concurso promovido pelo Alto Comissariado para as Migrações. Custou-me muito escrevê-lo, fez-me sofrer, devido ao tema, o racismo. Foi muito duro ter escolhido como personagens uma criança negra e uma professora racista. Fiz pesquisa. Isto acontece e não deveria!

Por que razão começou a escrever?

Comecei a escrever muito nova, mas, mais regularmente, depois de ser professora bibliotecária: em primeiro lugar, porque muitas vezes não encontrava o livro adequado para dinamizar as atividades na biblioteca e escrevia as histórias de acordo com o que pretendia; em segundo lugar, para dar exemplo aos alunos: quando lhes pedia para escrever um texto, era eu a primeira a fazê-lo, para provar que não estava a pedir nada impossível.

No entanto, escrever não é sinónimo de publicar. Escrevi muitos contos, mas apenas publiquei oito.

Tenciona publicar mais algum livro?

Sim, tenho um novo conto pronto para ser publicado, mas ainda é segredo!

Gostaríamos que nos recomendasse três livros para jovens.

Recomendar os meus preferidos é impossível, três é muito pouco. Como adoro livros com livros dentro, recomendo estes que têm os livros e as bibliotecas em destaque: Firmin, do americano Sam Savage, A biblioteca mágica, do norueguês Jostein Gaarder, O que procuras está na biblioteca, do japonês Michiko Aoyama.

A sua vida profissional interfere com a sua vida pessoal?

Além da vida profissional, dinamizo, a título pessoal, desde abril de 2025, um Clube de Leitura Juvenil, na Biblioteca Municipal de S. João da Madeira. E ainda sobra algum tempo para os meus hobbies: pilates, leitura e tricô. Obviamente, tudo isto interfere na minha vida familiar, pois não tenho tempo para me dedicar mais à família. Mas, como são todos muito queridos, dão-me espaço e têm muito orgulho em mim!


6 de junho de 2026

TAMBÉM EU!

imagem criada por IA (Chat GPT


Também eu, também eu, tal como o poeta,

Edifiquei alto castelo (também foi esse o grande mal!)

Todo lápis-lazúli e dourado

Com portas abertas ao amor.

Sei bem o dia em que desmoronou,

Se tornou pó.

Sei bem o dia em que, pelas portas escancaradas,

Não entrou ninguém.

Mas não sou poeta.

Não sei usar metáforas que escondam o que sinto.

Sinto, e isso é quanto basta.

O castelo desmoronou.

Já não há portas. Já não há janelas. 

Só pó.

Um espaço desfeito.

E um vazio onde devia haver um ninho.


31 de maio de 2026

O QUE ACABEI DE LER

 Prémio Leya 2024

Sinopse:

"Um retrato poderoso e simbólico do fim de um regime, uma história de dificuldades e esperança que bem podia ter acontecido. Estamos em 1962, num país orgulhosamente só, e vem aí a construção da primeira ponte suspensa sobre o Tejo, para a qual vão ser precisos cerca de três mil homens. A obra irá mudar para sempre a paisagem da capital, muito especialmente para quem vive em Alcântara, como é agora o caso de Victor Tirapicos, instalado na casa dos tios depois de ter envergonhado o pai com dois anos de cadeia só por ter roubado pão e batatas para fintar a miséria.É, de resto, pelos olhos deste serralheiro de vinte e dois anos que veremos a ponte erguer-se um pouco mais todos os dias e, ali mesmo ao lado, partirem os navios cheios de rapazes para a guerra do Ultramar, donde muitos acabarão por voltar estropiados, endoidecidos ou mortos. Porém, apesar de a modernidade parecer estar a matar a vida e os costumes do pátio operário onde convivem (amigavelmente ou nem tanto) uma série de figuras inesquecíveis entre elas o mestre sapateiro que faz as chuteiras para o Atlético Clube de Portugal e um velho culto que aprende a desler , Victor Tirapicos encontra o amor de uma rapariga que é muda mas consegue escutar o planeta, pressentindo a derrocada da estação do Cais do Sodré e outra catástrofe ainda maior, que se calhar tem pés de barro e só acontece neste romance, mas bem podia ter acontecido."

Opinião:

Cada palavra de Pés de barro, merece o prémio que o livro ganhou. Mesmo os palavrões, tão assertivos, tão usados no momento certo, a raiva, o ódio, o sofrimento, exigiram-nos.

Pés de barro é um livro de contrastes.

Um livro que, com muita ironia, deixa entranhado no leitor o cheiro putrefacto da fome, da miséria, da guerra, do sofrimento  de um povo vítima da ditadura salazarista que contrasta com o maravilhoso cheiro do chocolate produzido na fábrica Regina. O povo português, saloio, pacóvio, analfabeto e servil, contrasta com o povo americano, evoluído e civilizado, que projetou a ponte sobre o rio Tejo. A bondade e a ternura de algumas personagens contrastam com a rigidez, a estupidez e o mau caráter de outras.

Um livro doloroso, que aperta o coração e faz soltar as lágrimas com as descrições das atrocidades cometidas pela PIDE e do horror da guerra no ultramar, tudo em nome da pátria, esta pátria "orgulhosamente só" e orgulhosamente ignorante.

Um livro em que  o Deus é posto em causa, pois permite tanto sofrimento e tanta dor aos mais vulneráveis que a Ele se agarram e nada recebem em troca, a não ser injustiças e luto: "Deus estava lá em África quando ele pisara a mina mas preferia olhar para o lado."

E só uma revolução poderia preencher o vazio destas vidas sofridas, deixar de ser vazio para ser esperança.

16 de maio de 2026

CIDADE-JARDIM

A minha homenagem à cidade, S. João da Madeira, que comemora 100 anos da criação do concelho, conquista que se concretizou em 11 de outubro de 1926.

Cidade-jardim

Quando as árvores se vestem de luzes, o Natal acontece.

Quando os canteiros são berço de tulipas, a cor explode, a primavera acontece.

Quando as magnólias despertam, abrem-se em silêncio, anunciam o fim do inverno.

Quando os jacarandás pintam as ruas de lilás, é poesia que passeia pelas ruas.

E as cegonhas sobrevoam esta cidade-jardim e instalam-se. Partem, de tempos a tempos, para levarem notícias de cá. Regressam todos os anos. Trazem notícias de lá.

Longe do rebuliço do centro da cidade, há refúgios. Ali, os habitantes caminham, dialogam com a natureza, buscam o silêncio. 

Há paz na cidade!


8 de março de 2026

NÃO ESPERES!

No Dia Internacional da Mulher, uma homenagem a todas que não se calaram e não ficaram à espera! A elas devo a minha liberdade!
imagem criada por IA (chatGPT)

Não esperes que fique fechada em casa

a cozinhar 

a lavar

a passajar

a bordar 

a tricotar

Não esperes que fique sentada à tua espera 

a fingir sentir-me bela e fresca 

a fingir querer sexo consentido 

porque vens cansado de trabalhar 

e queres relaxar

Não esperes que eu espere que me cortes as asas

Não esperes que me cale

Não esperes que engula as palavras para não incendiar a casa


Os meus olhos transbordam cansaço

Galgam margens como rio tresloucado


Hoje levanto-me, inteira

Há um novo rumor que me impele

Hoje, levanto-me e grito

Não sou silêncio. Sou voz.


25 de dezembro de 2025

NATAL É CASA

É manhã, ainda muito cedo, mas a agitação já se sente e a cozinha transforma-se numa fábrica em plena produção.

A mãe é a chef de serviço, amparada por um batalhão de subchefes que não têm mãos a medir. 

A cozinha é um festival de cheiros, cores e sabores. Canela, ovos açúcar, vinho do Porto, nozes, passas, avelãs, alho, azeite, couves, bacalhau… competem entre si, mas todos concordam: Natal é o cheiro e o brilho da palavra casa.

Na sala engalanada, a mesa comprida orgulha-se por estar tão bem vestida, tão elegante. Aqui, o festival é outro. Ensaiam-se canções de Natal. Mesmo que as vozes desafinem e não se acerte na nota correta, ninguém repara, ninguém se importa. A harmonia vem da alegria que se instala e permanece ao longo da noite que cresce devagar.

E as histórias do passado regressam todos os anos. Porque os que já partiram continuam ali. Sempre presentes em cada memória, em cada gargalhada, em cada olhar.

- Este ano as rabanadas não ficaram tão boas, o pão não era grande coisa! Mas, em contrapartida, que lindos estão os sonhos e os bilharacos! E reparem nas cores deste leite creme e desta aletria! E o bacalhau? O que acham? - pergunta a chef, exigente como sempre. - Todos os anos é a caldeirada o que mais me custa fazer! 

Ninguém contesta. É tradição!

E é assim, todos os anos: um teatro sem guião, sem ensaio, sem papéis definidos. Só família, música, alegria, aromas espalhados pela casa inteira e o sabor do amor.

É já madrugada quando todos partem. A lareira continua a remoer as últimas achas e, na sala, agora vazia, ecoam as gargalhadas e a satisfação pelas prendas recebidas.

Nos embrulhos desfeitos, no caos dos papéis e fitas rasgados, nos pratos das sobremesas semivazios, resta a essência desta família:  uma confusão maravilhosa que nenhum de nós trocaria por nada deste mundo.


30 de agosto de 2025

O QUE ACABEI DE LER

 

Uma história de terror e ódio, inspirada na própria família da autora, que explora heranças familiares terríveis e presta vingança às mulheres violentadas. Mistura ficção e terror com elementos autobiográficos, centrada nas mulheres, a mãe, a avó e a bisavó, e na casa onde viveram, que acaba por ser a personagem central.

Narrada a duas vozes, por uma jovem e pela sua avó que alternam os seus pontos de vista, a história começa com o regresso da neta, acusada de um crime, à casa rural da família, um lar assombrado onde vive com a avó e com espetros do passado.

"A minha mãe dizia que esta casa nos faz cair os dentes e nos seca as vísceras, mas a minha mãe saiu daqui há muito tempo e não me lembro dela. Sei que dizia isto porque a minha avó mo contou, embora não fosse preciso porque eu já o sabia. Aqui caem-nos os dentes e o cabelo e as carnes e, se não tivermos cuidado, damos por nós a arrastar-nos de um lado para o outro ou prostradas na cama para nunca mais nos levantarmos".

Uma narrativa onde o terror psicológico perpassa. Os fantasmas que assombram a casa são reais para as protagonistas, há sombras debaixo das camas e nos armários, e conotam as feridas deixadas pela violência familiar e pela pobreza.

"Toda essa amargura, esse ressentimento que acumulamos ao longo dos anos, é como o caruncho, algo que nos destrói por dentro".

Todo o ambiente de assombração e medo foi inspirado na cultura popular local: acredita-se que os mortos voltam para transmitir mensagens ou para concluir algo inacabado.


5 de agosto de 2025

O QUE ACABEI DE LER

 


Será uma técnica de marketing, para a compra do livro, incluir na capa e na contracapa a informação que este é um romance inspirado na vida de Brynhild Størset, também conhecida como Bella Sørensen e, depois, Belle Gunness, a qual terá assassinado mais de 40 pessoas, incluindo dois maridos e uma série indeterminada de homens que descobria através do correio sentimental da imprensa norueguesa.

Desengane-se o leitor que fica na expectativa de assistir, sentado no seu sofá, a assassinatos ao longo da história, a começar logo no primeiro capítulo. Não! Terá de esperar quase até ao fim do livro!

E não é um livro fácil de ler. A alternância de tempos e espaços leva a que se tenha de voltar atrás algumas vezes para acompanhar a vida da personagem que, aos 17 anos, viveu a sua primeira história de amor cujo final abrupto lhe deixou marcas profundas e traçou o seu percurso: “deve ser doloroso lembrares-te de quem não te quis, não?”.

Também não é a biografia de Brynhild. É um romance psicológico cuja protagonista possui uma mente perturbada, atormentada pelo desejo de amor, pela compulsão sexual, pelo fervor religioso (a presença constante de Deus a regular a sua vida acentua os seus atos de loucura), pela falta de aceitação e sensação de abandono pelo mundo. “Recebera a rejeição como uma chapada na cara.” Todos estes ingredientes misturados impelem-na à violência de uma forma fria, cruel, quase irracional, provocada por um desejo mórbido que ela nunca encontrou.

E este anseio, este suor de amor que não parava de correr, pespegava-se a tudo que ela fazia, estas glândulas fedorentas nos sovacos nunca deixavam de cheirar mal. Este anseio, o grande corpo aberto. (…) Estes nervos, a inquietação constante, as cores dentro dela, este ridículo no seu interior, os instintos, os sentimentos e os pensamentos eram como pústulas no seu corpo, dentro dela as imagens pintavam-se tão grandes, tão gigantescas.”

“Bella virou-se para Deus, para tudo o que constava da Bíblia, para tudo o que estava preto no branco, para a verdade inabalável.”

Ao longo do romance, há indícios desta loucura através de referências a luz e sombras, cores escuras (flores cinzentas e borboletas negras) e, sobretudo, pela questão que se repete variadas vezes: “que género de pessoa és tu?”, “quem és tu, de verdade?”.

A narrativa é revestida de bastante crueldade, no entanto, atenuada por várias passagens poéticas. Se, por um lado, o leitor fica chocado com todo o comportamento da personagem, por outro, não sente os murros no estômago que seria suposto sentir. A autora consegue, com mestria, entrar no mundo tumultuoso de Brynhild, a mulher consumida pelo desejo, que “agira como se fosse Deus”, e retratá-lo com subtileza e beleza.


24 de julho de 2025

RETALHOS DA VIDA DE UMA PROFESSORA BIBLIOTECÁRIA

 Agora que mais um ano letivo chegou ao fim, é tempo de balanço e de pensarmos o que andamos aqui a fazer.


Os verbos que uma PB conjuga, num retalho em poucas palavras e muitas ações.

Ser professora bibliotecária é missão. 

É orientar, inovar e inspirar.

É desafiar e responder a desafios.

É querer saber mais e partilhar o saber.

É planear, colaborar e estabelecer pontes.

É abrir as portas do conhecimento e da criatividade.

É despertar a curiosidade e a imaginação.

É surfar nas ondas da informação e combater a desinformação.

É avaliar para transformar e melhorar.

É contar histórias e dar vida às personagens.

É abraçar e receber abraços.

É estar sempre presente e não fazer de conta. 

É trabalhar, muitas vezes, em silêncio para que a sua voz se possa ouvir.

21 de junho de 2025

DECLARAÇÃO DE AMOR A LUÍS DE CAMÕES

 

Decorreu na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo, em S. João da Madeira, na passada terça-feira, dia 17 de junho, a cerimónia de entrega de prémios do concurso concelhio "Microcontos" (uma atividade do Projeto Educativo Municipal para as escolas), subordinado ao tema "Vida e obra de Luís de Camões".

Foi uma honra ter-me cabido o 1.º lugar no escalão adultos com o microconto "Declaração de amor"!