22 de novembro de 2013
16 de novembro de 2013
HÁ POESIA NUMA GOTA
A foto é do professor Pedro Fernandes, um artista de grande sensibilidade que faz fotos fantásticas. Foi tirada no Jardim de Infância da Devesa, S. João da Madeira, e a educadora Helena Cristina Oliveira "encomendou-me" um texto alusivo à imagem que, de facto, é bastante inspiradora.
Se o texto é digno da imagem, cabe ao leitor julgar!
HÁ POESIA NUMA GOTA
Chegou pela manhã
envolta em transparência.
Miro-a. No seu brilho de cristal,
leio janelas de esperança.
E, do lado de lá,
juntam-se as letras
nas canções das crianças
que cantam
futuros em construção.
Espelhos de luz numa gota de água!
Equilíbrio e perfeição
Metáfora da vida.
O que importam as palavras
se a tua luz é a imagem da poesia?
Há poesia numa gota transparente!
ENTREGA DE PRÉMIO PELO ACIDI
coro do ACIDI
A atriz Natacha, interpretou o conto de forma magistral.
A atriz Cláudia Semedo anunciou os vencedores
O prémio foi entregue pela Alta-Comissária, Rosário Farmhouse
PRÉMIO ACIDI
O ACIDI promveu um concurso de conto e/ou poesia sobre o tema do racismo. Depois de analisados os 513 textos recebidos, em setembro foram divulgados os finalistas. Ontem, foram atribuídos o primeiro prémio e cinco menções honrosas em cada categoria.
Na categoria maiores de 18 anos, mais de 200 textos estavam a concurso. Eu trouxe o 1º prémio, atribuído ao meu conto "Nyambura".
14 de novembro de 2013
A TI, PROFESSOR, EU ACUSO!
Texto que escrevi e que foi lido no sarau de entrega de prémios de valor e excelência aos alunos do Agrupamento de Arrifana, no passado dia 8 de novembro. Uma homenagem aos professores.
A ti, professor, eu acuso!de seres o farol que me orienta
o mapa que me guia
a régua que me alinha
o espelho onde me revejo
o telescópio que me faz ver o longe
o espaço aberto
o tempo sem pressa.
A ti, professor, eu acuso
de deixares o teu lar
e, a sorrir,
vens sentar-te ao meu lado
para me explicares o mundo
e, comigo, pintares o arco-íris
A ti, professor, eu acuso
de fazeres brilhar o olhar
que me faz desvendar
o tanto que a vida tem para me dar
e de me transformares
na criança-reguila
curiosa-do-mundo
curiosa-de-mim
A ti, professor, eu acuso
de me abrires portas
(e até portões!)
por onde passo, ufana,
e entro triunfante
no futuro que, rapidamente, se torna presente.
Eu sou o teu barro, professor,
tu moldas-me!
Os teus dedos percorrem-me,
constroem-me
e preenchem-me com as tuas ideias.
Tenho a cabeça num turbilhão, professor!
Acuso-te
e aponto-te o dedo
porque me fazes os obstáculos vencer
porque me fazes crescer!!!!
E, mais uma vez, te acuso, professor,
de seres a seiva que me alimenta
e a árvore de braços estendidos
que me abriga
E eu, pobre passarinho, com medo,
junto-me ao bando
para te ouvir contar estórias
que só tu sabes contar.
E, pousado nos teus ramos,
descanso
e ganho alento
para deixar o meu poiso seguro
e voar.
Obrigada, professor,
por não teres medo de mim
por me descobrires
e não me perseguires
com rótulos ou outros que tais.
Obrigada por fazeres
com que ler-escrever-contar
seja brincar.
Obrigada!
Vou cheia de poesia
Vou voar e viver com magia!
30 de outubro de 2013
CONCURSO DE CONTO E DE POESIA CONTRA O RACISMO
Convite, recebido, hoje, na qualidade de finalista do concurso.
Foi um prazer ter escrito o conto com o tema do racismo com que participei neste concurso. Mas, ao mesmo tempo, foi um processo de escrita doloroso precisamente por causa do tema.
E dói saber que o ACIDI promoveu este concurso porque o racismo existe. E porque existe tem de ser combatido. As consciências têm de ser abanadas, as mentalidades têm de se abrir e as atitudes têm de mudar.
Espero, com o meu conto, poder abanar algumas!
Foi com muito orgulho que recebi a informação de estar entre os 17 finalistas (no escalão a que concorri) e foi com enorme satisfação que aceitei estar presente na cerimónia de divulgação do vencedor e entrega do prémio. Mesmo que não seja eu, estão mais 16 textos ao lado do meu, já me sinto vencedora!
9 de outubro de 2013
A VIDA
A vida cansa-nos com palermices, com ninharias que não valem nada.
A vida exige tanto de nós que nos distrai e não nos deixa espaço para repararmos naquilo que realmente é importante.
A vida atafulha-nos os ouvidos com ruídos que ensurdecem e não nos dá tempo para ouvirmos o silêncio de alguém que, ao nosso lado, precisa de ajuda.
A vida embrutece-nos. A tal ponto que, por vezes, é preciso procurar a paz na música dos anjos.
5 de outubro de 2013
APRESENTAÇÃO DE LIVROS NA FNAC
Integrada no programa do 6º Encontro Nacional de Ilustração, promovido pela Junta de Freguesia de S. João da Madeira, decorreu, ontem, na Fnac do Norteshopping, a comunicação "Do texto à ilustração".
SÓ
Mão que treme, perna que manca, sorrisos baços de cansaços, o velho chega e senta-se no banco do jardim, todos os dias, para ouvir o trinado das aves, a única música que lhe dá brilho ao olhar e lhe apazigua a solidão.
E aquele rosto muda o semblante à medida que o tempo escorre. O relógio é rápido e cruel.
Chega o implacável inverno. Os pássaros vão e deixam-no só no jardim.
Dói-lhe o ruído do silêncio.
(uma estória onde entrem as palavras música, silêncio, ruído)
25 de setembro de 2013
6º ENCONTRO NACIONAL DE ILUSTRAÇÃO
Em S. João da Madeira, de 15 a 19 de outubro de 2013, com o tema Oliva.
Ver o PROGRAMA, aqui
Estarei presente, na Biblioteca da Junta de Freguesia, em Fundo de Vila, dia 15 de outubro, e na Fnac do Norte Shopping, dia 4 de outubro.
Ver o PROGRAMA, aqui
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