14 de agosto de 2011

AS MINHAS VIAGENS

Agosto 2006







Sorria, você está na Bahia*



Depois de onze meses de prisão a planear a fuga, o grande dia da evasão chegou e todos os planos se concretizaram.
O avião aterra, sem pressas nem solavancos. À nossa espera, para nos receber e acolher, encontra-se a liberdade. Oito dias, no convívio da tranquilidade e da paz que o espírito tanto anseia. Sem horas nem compromissos, sem a prisão do telemóvel ou do computador. Só com máquina fotográfica para ajudar os olhos a reter tanta beleza.
Sob o céu azul, estendem-se quilómetros de areia branca, abraçada pelo mar e por frondosa mata, que nos conduzem à pequena e formosa vila piscatória cujos restaurantes, lojas e feiras de artesanato maravilham os turistas com o seu toque de rusticidade sofisticada. Aqui, as tartarugas marinhas vêm desovar e são protegidas dos predadores pelo Projeto Tamar. Biodiversidade, beleza natural e encanto moram na Praia do Forte.
O mar, que acorda nervoso, vai relaxando ao longo do dia. Ao final da tarde, completamente calmo, alonga-se, lânguido, e mostra-nos todo o seu esplendor. Peixes e corais convidam a colocar a máscara e a fazer snorkeling.
Este é o local certo para fugir ao ruído e à confusão. Onde silêncio, calma e paz rimam com calor, boa disposição e festa. E, para alimentar a festa, apenas a 60Km, a cidade de S. Salvador da Bahia, de flagrantes contrastes e cheia de História, espera por nós e envolve-nos. Logo nos deixamos seduzir pelo ritmo dos berimbaus e pela alegria da capoeira, pelo odor e sabor da fruta, pela cor das baianas e das paletas dos pintores, pela música saída dos sinos das inúmeras igrejas. Tudo tão pitoresco!
- Sorria, você está na Bahia – dizem-nos.
E é impossível não sorrir, não dançar, não conversar, não beber uma agradável caipirinha, não saborear um delicioso sorvete de frutas exóticas, não encher a alma com tanto que este cantinho do paraíso tem para oferecer.
E é com tristeza que a viagem termina e se regressa com lágrimas nos olhos a dizerem saudade e com um sorriso nos lábios a dizer voltarei.
Há quem diga que somos aquilo que lemos e o que vemos. Acrescento: somos viagens.






*Texto publicado na revista Fugas, suplemento do jornal Público, no dia 10 de setembro de 2011, e premiado com um livro da coleção "Rotas e Percursos".

10 de agosto de 2011

AS MINHAS VIAGENS

Viagem a Cuba, em 2007



Varadero: onde o mar nunca se zanga com a areia e, num vai e vem indolente, convida a conhecer os seus segredos. (a minha participação na Fugas, Público)






Pôr do sol em Varadero




18 de julho de 2011

HORA DO CONTO EM ESPINHO

Um ano depois, estarei de novo na Feira do Livro de Espinho, numa hora do conto para crianças de um ATL, actividade dinamizada pela Calendário de Letras, no próximo dia 20, pelas 15h. Desta vez, a Helena Veloso estará comigo para, em conjunto, promovermos o nosso livro Do cinzento ao azul celeste.

5 de maio de 2011

ENCONTRO COM ALUNOS

Mais um encontro com alunos de 6º ano, na Escola Básica e Secundária Oliveira Júnior, em S. João da Madeira. Foi um momento muito agradável, com alunos muito interessados que fizeram perguntas/observações bastante pertinentes e inteligentes.

Artigo publicado no jornal O Regional, de 5 de Maio.

ENCONTRO COM ALUNOS NA MARINHA GRANDE

Foi na escola Guilherme Stephens, na Marinha Grande, um grande encontro com imensos alunos.






2 de abril de 2011

ENCONTRO COM ALUNOS


Mais um encontro com alunos do 2º ciclo, da Escola EB 2,3 de Medas, Gondomar. Foram duas sessões muito agradáveis. Os alunos, muito atentos, quiseram saber mais sobre os motivos que originaram o livro Do cinzento ao azul celeste, sobre o nosso passado recente, e sobre futuras publicações. O véu foi levantado e falámos de estórias escritas que ainda não são livros. Sê-lo-ão algum dia?

8 de março de 2011

DIA DA MULHER

Porque hoje é o dia da mulher, a minha solidariedade para com todas as mulheres que sofrem e não podem ser felizes porque os outros não permitem.

Humilhadas
Caladas
São mulheres, violentadas

Escondem mágoas
Escondem lágrimas
Esquecem risos e afagos

Olhos negros
Negra a alma
É muita a dor
É pouco o amor

“É urgente destruir certas palavras”
Crueldade, violência, solidão
Muitos lamentos
E toda a prisão

É urgente reinventar certas palavras
Verbos reflexos do amor
Antónimos de dor:
Dar-se
Apaziguar-se
Amar-se

Canto para ti, mulher coragem
Canto para ti e quero
Entre marido e mulher
Meter a colher