5 de maio de 2011

ENCONTRO COM ALUNOS

Mais um encontro com alunos de 6º ano, na Escola Básica e Secundária Oliveira Júnior, em S. João da Madeira. Foi um momento muito agradável, com alunos muito interessados que fizeram perguntas/observações bastante pertinentes e inteligentes.

Artigo publicado no jornal O Regional, de 5 de Maio.

ENCONTRO COM ALUNOS NA MARINHA GRANDE

Foi na escola Guilherme Stephens, na Marinha Grande, um grande encontro com imensos alunos.






2 de abril de 2011

ENCONTRO COM ALUNOS


Mais um encontro com alunos do 2º ciclo, da Escola EB 2,3 de Medas, Gondomar. Foram duas sessões muito agradáveis. Os alunos, muito atentos, quiseram saber mais sobre os motivos que originaram o livro Do cinzento ao azul celeste, sobre o nosso passado recente, e sobre futuras publicações. O véu foi levantado e falámos de estórias escritas que ainda não são livros. Sê-lo-ão algum dia?

8 de março de 2011

DIA DA MULHER

Porque hoje é o dia da mulher, a minha solidariedade para com todas as mulheres que sofrem e não podem ser felizes porque os outros não permitem.

Humilhadas
Caladas
São mulheres, violentadas

Escondem mágoas
Escondem lágrimas
Esquecem risos e afagos

Olhos negros
Negra a alma
É muita a dor
É pouco o amor

“É urgente destruir certas palavras”
Crueldade, violência, solidão
Muitos lamentos
E toda a prisão

É urgente reinventar certas palavras
Verbos reflexos do amor
Antónimos de dor:
Dar-se
Apaziguar-se
Amar-se

Canto para ti, mulher coragem
Canto para ti e quero
Entre marido e mulher
Meter a colher

10 de fevereiro de 2011

CARTA AO PRINCIPEZINHO



Arrifana, 20 de Fevereiro de 2005



Querido Principezinho:

Pelo sonho é que vamos?

Pelo sonho,
pela fé num mundo melhor,
pelo amor,
é por aí que vamos.

Partimos
ao encontro do espaço encantado
onde a linguagem ainda não é fonte de desentendimentos.
Onde há tempo para olhar uma flor,
a tua flor que cuidas, proteges
e amas.

É esse amor que nos faz falta!
Vem de novo ao nosso planeta
mostrar às pessoas como elas são ridículas,
mesquinhas,
egoístas,
materialistas.
Vem falar com elas e ensinar-lhes o que a raposa te ensinou.
Mostra-lhes o significado de cativar,
mostra-lhes o que é dar,
mostra-lhes o que é amar.

Ensina-as a olhar as estrelas.
As únicas estrelas perseguidas são as da TV.
Mas essas não brilham – a futilidade não brilha –
e não amam.

Fá-las ver o absurdo em que transformaram o mundo.
Porque exploram,
discriminam,
rejeitam,
e não amam.
Porque enganam com palavras gastas,
com gestos consumidos,
com corações que não sentem
e não amam.
Porque fazem a guerra,
matam,
matam-se
e não amam.

Querem fazer leis,
querem mandar,
não querem obedecer
nem amar!

Vem de novo,
ensinar o significado de amar.


Um beijo, até breve

uma fã