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1 de setembro de 2019

VERÃO

Os olhos enchem-se de verde
riscado pelo voo da ave viajante.
Verão em estado puro!

21 de março de 2018

26 de janeiro de 2017

4 de novembro de 2016

PASSEIO NO OUTONO


Hoje andei a passear no outono. Não tendo levado o guarda-folhas, apanhei um banho de cor.


15 de abril de 2016

TERRA, NINHO E PATRIMÓNIO DE TODOS

Fui convidada pela Universidade Sénior de Santa Maria da Feira para captar, por palavras, um dos seus momentos culturais. O que parecia muito difícil tornou-se fácil e fluído. Bastou ouvir o violoncelo, observar a construção do ninho, sentir os fios que se enredaram e interiorizar a poesia que ali foi declamada. O ambiente criado na casa de chá Mr. Tea fez com que o texto tivesse surgido com toda a naturalidade. 




Faz frio, lá fora. Chove. A chuva curiosa espreita através das vidraças como se quisesse sentir o aroma do chá sorvido devagar. Como se as gotas quisessem escorrer o frio e juntar-se à boa companhia desta família unida pelos fios que a amizade entrançou, neste final de tarde de uma primavera que não se quis juntar (talvez demorada noutras terras!).
Nesta folha, neste lápis, procuro palavras que me aqueçam. Olho em redor. Cá dentro há calor. E há uma voz que sai do violoncelo a chamar e a perguntar: que motivos teria Deus para criar a Terra?
Terra. Palavra tão pequena que tanto encerra. Mas também enterra e desterra. Terra é ninho que esconde mistérios. É milagre. É beleza. É o local ideal para se andar espantado de existir.
Tem forma de redoma para guardar segredos.
Tem forma de nuvem, para albergar a paz.
Tem forma de ovo para acolher o silêncio.
É ninho construído, galhinho a galhinho. De verde pintado. De carinho bordado. Ninho de penas forrado. Para uns, calor, mas, para outros, dor.
Não é preciso ser pássaro para se viver num ninho. Basta ser poeta ou bailarina. Pintor ou compositor. Que é tudo o mesmo: aves cantando ao sol que aquece a Terra.
“Eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura”, escreveu Alberto Caeiro. Faço minhas as suas palavras. Apesar da minha pequenez, hoje tenho um tamanho “muito enorme”. Porque as palavras entraram sem pedir licença. Bem-vindas, trouxeram calor, magia.
Fim de tarde perfumado!

17 de outubro de 2015

3 de maio de 2015

20 de fevereiro de 2015

NO BICO DO LÁPIS, A LIBERDADE

Moro no bico do lápis
azul que já não reprova

Deito-me na espuma do mar
durmo no verde que traz esperança
e a semeia pelo ar

Desenho um papagaio de cordel
e com ele voo na ânsia de crescer
desenho um cavalo a correr
e parto num grande tropel

Pinto de negro a ignorância
o medo e a intolerância
pinto de branco a união
a paz e a concertação

Corto amarras resistentes
derrubo muros renitentes
grito com a força dos tufões
traço as minhas pulsações

Risco espadas e punhais
matizo beijos e cristais
tinjo a chuva, bordo o sol

Indelével
espalho-me em páginas brancas
maculo-as
sílaba a sílaba, escrevo-me
LI-BER-DA-DE

5 de outubro de 2014

16 de novembro de 2013

HÁ POESIA NUMA GOTA

A foto é do professor Pedro Fernandes, um artista de grande sensibilidade que faz fotos fantásticas. Foi tirada no Jardim de Infância da Devesa, S. João da Madeira, e a educadora Helena Cristina Oliveira "encomendou-me" um texto alusivo à imagem que, de facto, é bastante inspiradora.


Se o texto é digno da imagem, cabe ao leitor julgar!

HÁ POESIA NUMA GOTA

Chegou pela manhã
envolta em transparência.
Miro-a. No seu brilho de cristal,
leio janelas de esperança.

E, do lado de lá,
juntam-se as letras
nas canções das crianças
que cantam
futuros em construção.

Espelhos de luz numa gota de água!
Equilíbrio e perfeição
Metáfora da vida.

O que importam as palavras
se a tua luz é a imagem da poesia?

Há poesia numa gota transparente!

14 de novembro de 2013

A TI, PROFESSOR, EU ACUSO!

Texto que escrevi e que foi lido no sarau de entrega de prémios de valor e excelência aos alunos do Agrupamento de Arrifana, no passado dia 8 de novembro. Uma homenagem aos professores.


A ti, professor, eu acuso!
de seres o farol que me orienta
o mapa que me guia
a régua que me alinha
o espelho onde me revejo
o telescópio que me faz ver o longe
o espaço aberto
o tempo sem pressa.

A ti, professor, eu acuso
de deixares o teu lar
e, a sorrir,
vens sentar-te ao meu lado
para me explicares o mundo
e, comigo, pintares o arco-íris

A ti, professor, eu acuso
de fazeres brilhar o olhar
que me faz desvendar
o tanto que a vida tem para me dar
e de me transformares
na criança-reguila
curiosa-do-mundo
curiosa-de-mim

A ti, professor, eu acuso
de me abrires portas
(e até portões!)
por onde passo, ufana,
e entro triunfante
no futuro que, rapidamente, se torna presente.

Eu sou o teu barro, professor,
tu moldas-me!
Os teus dedos percorrem-me,
constroem-me
e preenchem-me com as tuas ideias.

Tenho a cabeça num turbilhão, professor!
Acuso-te
e aponto-te o dedo
porque me fazes os obstáculos vencer
porque me fazes crescer!!!!

E, mais uma vez, te acuso, professor,
de seres a seiva que me alimenta
e a árvore de braços estendidos
que me abriga

E eu, pobre passarinho, com medo,
junto-me ao bando
para te ouvir contar estórias
que só tu sabes contar.

E, pousado nos teus ramos,
descanso
e ganho alento
para deixar o meu poiso seguro
e voar.

Obrigada, professor,
por não teres medo de mim
por me descobrires
e não me perseguires
com rótulos ou outros que tais.

Obrigada por fazeres
com que ler-escrever-contar
seja brincar.

Obrigada!
Vou cheia de poesia
Vou voar e viver com magia!

5 de maio de 2013

DIA DA MÃE


Mãe, mulher maravilha
Amante sem limites
É infinitamente infinita!

Terno é o seu sorriso,
Eterno, também! Dos lábios não se esvai
Mesmo que os olhos marejem.

Cada MÃE é especial e única.
Arma que arremessa contra o perigo
Luz que apaga a escuridão
Mistério que dá vida
Anda, Mãe, vamos brindar!

15 de abril de 2013

27 de março de 2013

PRAIA


Ouves? 
É a onda que vem a nadar 
Vem ligeira, vem cochichar. 

Ouves? 
É a espuma que vem a dançar 
Vem com leveza, vem sussurrar. 

 Ouves? 
É o búzio que vem a cantar 
Vem de roldão, vem segredar. 

Ouves? 
Tombam abraçados 
E na areia se espraiam. 
Impudica, 
Deixa que a beijem 
E a acariciem 
E lhe sussurrem. 
Interesseira, 
É ela que ouve 
 Todos os segredos 
Que o mar tem para contar.

texto e foto de Ana Paula Oliveira

9 de março de 2013

MAR

Não sei que fascínio exerces sobre mim, ó mar!
Bastou ver-te, ouvir-te e respirar-te
Nem foi preciso tocar-te
Mas roubaste toda a minha agitação
Que ficou guardada em ti.





fotos tirada, hoje, em Espinho

1 de março de 2013

INVERNO


A árvore nua
estende os seus braços ao céu, em súplica.
- Vem-me vestir, primavera!